A Endometriose é uma doença inflamatória em que um tecido endometrial semelhante ao que reveste o útero internamente se aloja fora da cavidade uterina, principalmente na região pélvica. Este processo resulta em uma inflamação crônica que pode afetar o bem-estar e qualidade de vida da mulher.


A condição acomete principalmente mulheres em idade reprodutiva, ou seja, entre a menarca e a menopausa, e apresenta uma natureza multifatorial. Mulheres que já entraram na menopausa representam apenas de 2% a 4% de todos os casos submetidos à laparoscopia por suspeita de Endometriose.


Por ser uma doença que, caso não tratada, pode prejudicar a fertilidade feminina, neste ARTIGO irei abordar algumas informações importantes para conseguir identificá-la, confira:
Fique atenta aos sintomas!
Reconhecer os principais sintomas da doença é muito importante para a detecção precoce da Endometriose. Os sinais mais frequentemente associados com a inflamação crônica são:


Aumento do fluxo menstrual;
Cólica menstrual muito forte ou irregular;
Dor abdominal intensa;
Alterações intestinais durante a menstruação;
Dor para evacuar;
Desconforto ou dor durante a relação sexual;
Dificuldade para engravidar.


Infelizmente, a média estimada do tempo entre o início dos sintomas referidos pelas pacientes até o diagnóstico definitivo é de aproximadamente sete anos, o que prejudica a eficácia do tratamento e qualidade de vida feminina. Por isso, fique atenta aos sintomas e não deixe de ir ao ginecologista quando sentir quaisquer alterações!
Como é realizado o diagnóstico?


O exame clínico é o primeiro passo para o diagnóstico da Endometriose. Após a avaliação clínica, geralmente é solicitada uma bateria de exames para investigar as possíveis causas dos sintomas.
Segundo o consenso entre a European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE) e a American Society for Reproductive Medicine (ASRM), o exame padrão-ouro para detectar a Endometriose é a Laparoscopia com inspeção direta da cavidade e visualização dos implantes. Porém, exames de imagem como a Ultrassonografia Transvaginal com preparo intestinal realizado por um profissional bem treinado e a Ressonância Magnética da pelve conseguem identificar as lesões, são considerados exames menos invasivos e facilmente utilizados para acompanhar o tratamento.
Para que a condição seja detectada o quanto antes, é preciso ficar atenta à intensidade das cólicas ou qualquer alteração do ciclo menstrual, pois quanto mais rápido for o diagnóstico da Endometriose, menor será o risco dela progredir.


Tratando a Endometriose
Tudo depende da intensidade da doença. Geralmente, em casos leves e moderados o tratamento clínico é a escolha. Nos casos mais avançados, que acometem órgãos importantes, pode ser necessário um tratamento cirúrgico. Mas é importante estar ciente de que a cirurgia não é curativa, ou seja, necessita de uma associação com o tratamento medicamentoso para controlar a doença.


Atualmente existem medicamentos como a Gestrinona que dão ótimos resultados, juntamente, é claro, com a melhora do estilo de vida ao adotar uma alimentação saudável, pobre em alimentos inflamatórios para manter o intestino saudável. Alguns exercícios como meditação, yoga e outras atividades físicas também ajudam muito.


Observe seu corpo e os sinais que ele lhe transmite! O autocuidado também é uma forma de amor, então agende uma consulta caso identifique os sintomas e faça um acompanhamento ginecológico com um profissional de confiança.

Respostas de 14

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